Um conjunto minucioso de normas reunidas em 52 regulamentos (por enquanto) desce aos detalhes para garantir um torneio impecável. A festa do futebol agradece e os negócios, sobretudo eles, também.
Gramado é item primordial. “Primeiro, por ser palco do jogo. E também porque é nele que estarão pregados os olhos do torcedor durante os noventa minutos da partida”, explica a engenheira-agrônoma gaúcha Maristela Kuhn, 45 anos, 22 deles pesquisando gramados esportivos, contratada a três anos para garantir o padrão FIFA no campo dos doze estádios da Copa. A equipe de Maristela encomendou a laboratórios europeus uma avaliação de luz e sombra em cada ponto dos futuros gramados, e desses relatórios saíram as decisões sobre as espécies de planta mais adequada ao clima de cada região.
Ela cuida do palco verde
Para chegar ao posto de guardiã dos gramados da Copa, a gaúcha Maristela Kuhn, engenheira-agrônoma, de 45 anos, teve de mostrar currículo: experiência de 22 anos, mestrado nos Estados Unidos, grama impecável nos estádios de Grêmio e do Internacional, em Porto Alegre, e do Palmeiras, em São Paulo – alguns dos campos que já estiveram sob seus cuidados. “Mesmo usando os melhores materiais, no Brasil tínhamos, no máximo, gramados nota 9. Na Copa, a meta é uma só: 10” diz ela.
