Como palco das Cerimônias de Abertura e Encerramento, e também das finais do Futebol Olímpico, o Maracanã precisou de um planejamento específico para integrar o trabalho de todos os envolvidos para a realização destes eventos.
O projeto de gramado para as finais do futebol Olímpico no Maracanã foi liderado pelo Rio 2016 e contou com um time dos melhores especialistas do Brasil, entre consultores e fornecedores, que fez estudos técnicos e diversas análises para se chegar à melhor solução para entregar um gramado onde se pudesse jogar apenas alguns dias após o término da instalação. O que é chamado pelos especialistas como, gramado pronto para jogo, ou em inglês, ready-to-play.
Curiosidade: O conceito de gramados ready-to-play nunca havia sido realizado no Brasil e portanto é um projeto inédito, entretanto é utilizado em outros eventos esportivos, por exemplo, durante a última edição da Copa América Centenário e a Eurocopa.
A equipe liderada pelo Gerente de Operações do Rio 2016 André Bello, contou com projeto técnico da Engenheira Agrônoma Maristela Kuhn M.Sc. e execução das empresas Greenleaf, RoyalVerd (empresa espanhola) e Itograss.
Curiosidade: a Engenheira Agrônoma Maristela Kuhn M.Sc. foi a responsável pela orientação técnicas de todos os campos da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014tm. A empresa Greenleaf é a responsável por 6 dos 7 Estádios usados durante a Competição do Futebol Olímpico. A empresa RoyalVerd é responsável por diversos campos na Espanha e França, entre eles o famoso Camp Nou do Barcelona FC e dos campos de treinamento da Seleção Espanhola.
O gramado olímpico do Maracanã é formado por grama Bermuda Celebration certificada com semeadura de inverno (lolium perene).
Curiosidade, a certificação da grama é feita por especialistas do Instituto da Universidade da Geórgia nos Estados Unidos (ITGAP) e as sementes de inverno utilizadas foram importadas da Dinamarca para a operação.
Este gramado foi plantado e mantido em Saquarema, na região nos lagos, em uma lavoura que fica a aproximadamente duas horas de distância do Estádio.
LOGÍSTICA E SEGURANÇA
Para trazer os rolos de grama da lavoura, foram utilizados 35 caminhões que transportaram um total de 640 rolos durante as noites e madrugadas, período mais ameno para evitar as temperaturas mais quentes do dia e utilizando o horário permitido para tráfego de caminhões na Ponte Rio-Niterói.
Seguindo o conceito de segurança nas instalações olímpicas, os caminhões trazendo os rolos de grama tiveram que ser inspecionados pela segurança pública e uma vez liberados tiveram escolta da Força Nacional.
COLHEITA E INSTALAÇÃO
Para realizar a operação de colheita, transporte e instalação no Estádio, foram montadas duas equipes de especialistas trabalhando simultaneamente, uma na fazenda em Saquarema e uma no Estádio do Maracanã. A primeira equipe na lavoura, trabalhou para realizar a colheita da grama em rolos e carregamento das cargas em caminhões. E a segunda equipe, para receber os caminhões da grama no Estádio e realizar a instalação dos rolos.
Após os estudos e o teste de colheita realizado, foi estabelecido que a grama seria trazida em rolos (ou em inglês, big rolls) medindo 12 metros de comprimento por 1,20m de largura com uma espessura acima da média usada em outros projetos que foi testada para dar estabilidade e segurança para a performance dos atletas.
Estiveram envolvidos 12 especialistas na colheita da grama na lavoura e 21 profissionais na equipe que preparou e instalou os rolos de grama no Estádio, e a operação durou aproximadamente 78 horas entre os dias 08 e 12 de Agosto.
PÓS JOGOS RIO 2016
Após o término dos Jogos Paralímpicos, o Rio 2016 irá instalar um gramado novinho para devolver o Maracanã.
